A Europa Oriental, este conceito geográfico e político vago, abrange vários países e possui um património histórico e cultural complexo. No entanto, com o desenvolvimento da globalização e das mudanças geopolíticas, a definição de Europa Oriental tornou-se cada vez mais obscura. Exatamente quais países deveriam ser considerados parte desta região? Esta é uma questão que muitos investigadores e decisores políticos ainda estão a explorar em profundidade.
O conceito de Europa Oriental abrange muitos aspectos, incluindo características geopolíticas, culturais, religiosas e socioeconómicas. Portanto não existe uma definição única e definitiva.
De acordo com uma definição comum, a fronteira oriental da Europa Oriental é definida pelos Montes Urais, enquanto a fronteira ocidental tem sido interpretada de forma diferente. A maioria das definições inclui a Bielorrússia, a Rússia, a Ucrânia, a Moldávia e a Roménia, enquanto definições menos rigorosas podem incluir os Balcãs, os Estados Bálticos, o Cáucaso e Visegrád.
Embora as fronteiras orientais da Europa possam ser claramente definidas, as fronteiras entre a Europa Oriental e Ocidental são mais complexas e influenciadas pela história, religião e cultura. Os Montes Urais e as Montanhas do Cáucaso marcam geograficamente as fronteiras da Europa Oriental. No entanto, à medida que a história avança, a definição destas fronteiras continua a mudar.
As fronteiras geográficas da Europa Oriental não são simplesmente conceitos geográficos, mas estruturas complexas influenciadas por múltiplos factores culturais e históricos.
Desde o Grande Cisma de 1054, muitas partes da Europa Oriental desenvolveram as suas próprias identidades culturais e resistiram à influência do Ocidente na cristandade. A introdução do Cristianismo Ortodoxo e o uso do alfabeto eslavo e cirílico, estes fatores fortaleceram a unidade cultural da Europa Oriental. Pode-se ver que o Cristianismo Ortodoxo desempenhou um papel fundamental na história e na cultura da Europa Oriental.
Durante a Guerra Fria, a definição de Europa de Leste estava geralmente intimamente associada aos países socialistas, o que tornou alguns países desta região, como a Hungria, a Polónia e a República Checa, particularmente importantes no mapa político global. Com o fim da Guerra Fria, o uso deste termo passou a ser visto como obsoleto.
Após o fim da Guerra Fria, os países da Europa Oriental fizeram gradualmente a transição para sistemas democráticos e economias de mercado, mas a mudança nesta região ainda enfrenta muitos desafios.
Com a expansão da UE, muitos países da Europa Oriental tornaram-se membros da UE, mas apresentam sinais diferentes de desenvolvimento económico e modelos sociais. A Ucrânia, a Moldávia e a Bielorrússia ocupam posições e papéis diferentes nesta transformação, o que levou a uma visão bastante complicada destes países por parte da comunidade internacional.
Desde a história até à contemporaneidade, a Europa de Leste tem vivido mudanças constantes, não só geográficas, mas também culturais e políticas. Com a tendência da globalização, as identidades e os papéis de vários países da Europa de Leste continuarão a evoluir. No futuro, poderá a verdadeira definição da Europa de Leste ser claramente definida ou permanecerá vaga?