Júpiter é um dos planetas mais misteriosos do sistema solar, e sua característica mais famosa é, sem dúvida, a Grande Mancha Vermelha. Essa grande área de alta pressão forma uma tempestade anticiclônica persistente que tem sido observada continuamente desde 1831. Apesar de seu longo histórico de observações, a idade real deste vórtice gerou controvérsia entre os cientistas: há quanto tempo essa tempestade existe?
A Grande Mancha Vermelha é a maior tempestade do sistema solar, com ventos que chegam a 432 km/h, e a origem de sua cor permanece um mistério.
Os estudiosos geralmente acreditam que a Grande Mancha Vermelha foi descrita pela primeira vez em 1664, mas muitos cientistas questionam se a "mancha" vista naquela época é a mesma que a Grande Mancha Vermelha vista hoje. Há grandes lacunas nos primeiros registros observacionais; por exemplo, há relativamente poucas observações da tempestade durante os 48 anos de 1665 a 1713.
Os cientistas especulam que a mancha original pode ter desaparecido há muito tempo, e uma nova tempestade se formou posteriormente, que é a Grande Mancha Vermelha vista hoje.
Uma exploração mais aprofundada da história da tempestade foi descoberta em 1979, quando a sonda espacial Voyager 1 enviou as primeiras imagens detalhadas da Grande Mancha Vermelha. Após entrar no século XXI, cientistas descobriram que o diâmetro da Grande Mancha Vermelha estava diminuindo, o que gerou discussões sobre sua persistência e estabilidade.
Em 2004, a Grande Mancha Vermelha tinha apenas metade do tamanho que tinha cem anos antes, e espera-se que se torne circular até 2040. Entretanto, não está claro se essa mudança é uma flutuação normal.
Desde que a sonda Juno entrou na órbita polar de Júpiter em 2016, os cientistas têm estudado essa enorme tempestade mais de perto, tentando desvendar sua complexa dinâmica e estrutura.
A Grande Mancha Vermelha é estruturada como um anticiclone elíptico, localizado 22 graus abaixo do equador, no hemisfério sul de Júpiter. De acordo com a pesquisa da NASA, a profundidade da Grande Mancha Vermelha pode estar entre 200 e 500 quilômetros, e sua velocidade interna do vento ainda está aumentando, o que mostra que a fonte de energia de sua operação básica ainda é um forte fluxo de ar.
O estudo mostra que o núcleo quente da Grande Mancha Vermelha é mais óbvio do que seus arredores, e há um intenso cinturão de alta pressão com energia infinita.
A Grande Mancha Vermelha gira no sentido anti-horário e é afetada por ventos em diferentes latitudes de Júpiter. Ventos fortes ao redor podem chegar a 432 km/h, no entanto, o fluxo de ar em seu interior parece relativamente parado.
Quanto à cor da Grande Mancha Vermelha, os cientistas ainda não determinaram sua origem. Há a hipótese de que alguns dos produtos químicos na Grande Mancha Vermelha podem ser produzidos por compostos orgânicos como aminosulfeto e propino sob a luz ultravioleta do sol, o que cria uma substância vermelha - possivelmente um composto chamado "sulfeto". Compostos orgânicos complexos.
A cor da Grande Mancha Vermelha muda ao longo do tempo, de vermelho tijolo para amarelo claro, e sua visibilidade está intimamente relacionada ao cinturão equatorial de Júpiter.
Com o desenvolvimento da tecnologia astronômica, as observações da Grande Mancha Vermelha se tornarão mais precisas e poderão revelar mais mistérios científicos desconhecidos. Os cientistas também estão curiosos para saber se essa tempestade atual pode continuar.
A Grande Mancha Vermelha chegará ao fim? Talvez essa questão exija exploração futura para encontrar a resposta?